Até quando terás, minha alma,
esta doçura, este dom de sofrer, este poder de amar,
a força de estar sempre – insegura – segura
como a flecha que segue a trajetória obscura,
fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?
AMO.
terça-feira, maio 30, 2006
sexta-feira, maio 26, 2006
Chiquinha Gonzaga

Tenho tido a oportunidade de assistir a excelentes concertos musicais devido ao meu curso de Licenciatura em Música. Por exemplo, vi um tributo a Carlos Paredes, um compositor português que eu não conhecia, que tocava viola portuguesa como ninguém. Já baixei algumas músicas dele no pc, e o tal era bom mesmo. Sugiro que escutem, é divino.
Os professores normalmente liberam a gente quando está rolando algum evento musical nos teatros (sendo que todos os principais teatros da cidade estão relativamente perto de onde estudo).
Essa semana eu vi um concerto em homenagem aos 250 anos de Mozart. Pena que só vi o primeiro dia. Mas é isso, a gente acaba sabendo de eventos que normalmente não saberíamos, já que temos informantes direto da Escola de Música (Lilah Lisboa) que estão sempre por dentro do que acontece na cidade, musicalmente falando. Além de que muitos alunos da minha sala fazem parte de orquestras da Escola, então, mais uma vantagem.
Em um desses concertos tocaram algo da maravilhosa Chiquinha Gonzaga, e tive a oportunidade de "lembrar" que a música dela é boa, de alta qualidade.
Ela é um nome essencial para a história da música brasileira, já que a pianista praticamente abriu portas para que o grande público conhecesse o choro, por exemplo. Este um dos estilos musicais mais bonitos e complexos do Brasil.
Além de que, por ser mulher, eu a admiro em outro sentido também. Por ter nascido no século XIX em meio a todo aquele machismo e ter conseguido se destacar mesmo na "condição" de mulher.
O site de Chiquinha é muito legal. Sugiro que dêem uma olhada.
http://www.chiquinhagonzaga.com/
terça-feira, maio 16, 2006
Sejamos Verdadeiros
ODEIO MÁSCARAS
"Nada pode ser e não ser na mesma relação". Esse é um dos princípios da razão na filosofia. É lógico que a premissa está completamente certa. Mesmo em relações mais subjetivas... humanas.
Eu sei que já está até chata essa minha insistência em citar minhas aulas de filosofia aqui. Mas é que a nossa professora é uma pessoa hiper, mega, ultra admirável. A melhor professora de filosofia que já tive. Ela é ética, tem valores (e não valores que vem do exterior, valores existentes nela e outros advindos de reflexão), mesmo não ignorando NADA em volta, mas ela sabe a importância de certas coisas que pseudo-bostas-intelectuais esquecem. É extremamente humana, mas não no sentido falso do negócio. Por exemplo, ela é bem séria. Não fica sorrindo por educação ou para ganhar simpatia, porém isso não significa que ela seja uma pessoa ruim, pelo contrário. Muito, muito admirável!
Então, ela estava falando ontem sobre Verdade. Citou aquelas visões da Verdade: grega, latina e hebraica. Eu concordo com todas, todas são válidas. Mas a mais interessante para mim foi exatamente a mais frágil. A verdade que pode ser quebrada. A hebraica (Emunah). Tem a ver com credibilidade. Minha professora (prefiro não citar seu nome) citou o exemplo daquela frase que costumam dizer por aí. Alguém pergunta a outro: Você confia em fulano? Esse responde: "Confio desconfiando". Isso não existe. Ou você confia, ou não. No caso do "confio desconfiando" a pessoa certamente NÃO confia. Nada pode SER e NÃO SER na mesma relação, repito.
Uma vez que você dá total credibilidade para alguém, confia de olhos fechados (não por idealização, mas porque já convive com aquela pessoa e acha que já pode confiar, que a pessoa é honesta, ou tem palavra, algo assim. Acha que já conhece tal) e este descumpre o que prometeu, faz algo extremamente irresponsável ou lamentável que contradiz tudo o que a mesma pregava/dizia ser anteriormente... A relação se torna extremamente frágil, doentia. Simplesmente porque, mesmo que a segunda pessoa seja tolerante e perdoe coisas, sua concepção que parecia inabalável sobre a primeira se perde, talvez, para sempre. E, se não se perder para sempre, no mínimo será um trabalho árduo reconstruir a confiança. A confiança plena é algo bastante raro, e uma vez que acontece, é forte demais. Mas uma vez quebrada, é o oposto. Mesmo que alguém que teve a confiança traída tente esquecer do fato... No fundo, existe aquela fragilidade que antes inexistia.
Por isso, ao menos que você seja uma pessoa que não tem laço social algum e não se importe com relações verdadeiras, pense bem antes de dizer/fazer qualquer coisa. Sensatez.
"Nada pode ser e não ser na mesma relação". Esse é um dos princípios da razão na filosofia. É lógico que a premissa está completamente certa. Mesmo em relações mais subjetivas... humanas.
Eu sei que já está até chata essa minha insistência em citar minhas aulas de filosofia aqui. Mas é que a nossa professora é uma pessoa hiper, mega, ultra admirável. A melhor professora de filosofia que já tive. Ela é ética, tem valores (e não valores que vem do exterior, valores existentes nela e outros advindos de reflexão), mesmo não ignorando NADA em volta, mas ela sabe a importância de certas coisas que pseudo-bostas-intelectuais esquecem. É extremamente humana, mas não no sentido falso do negócio. Por exemplo, ela é bem séria. Não fica sorrindo por educação ou para ganhar simpatia, porém isso não significa que ela seja uma pessoa ruim, pelo contrário. Muito, muito admirável!
Então, ela estava falando ontem sobre Verdade. Citou aquelas visões da Verdade: grega, latina e hebraica. Eu concordo com todas, todas são válidas. Mas a mais interessante para mim foi exatamente a mais frágil. A verdade que pode ser quebrada. A hebraica (Emunah). Tem a ver com credibilidade. Minha professora (prefiro não citar seu nome) citou o exemplo daquela frase que costumam dizer por aí. Alguém pergunta a outro: Você confia em fulano? Esse responde: "Confio desconfiando". Isso não existe. Ou você confia, ou não. No caso do "confio desconfiando" a pessoa certamente NÃO confia. Nada pode SER e NÃO SER na mesma relação, repito.
Uma vez que você dá total credibilidade para alguém, confia de olhos fechados (não por idealização, mas porque já convive com aquela pessoa e acha que já pode confiar, que a pessoa é honesta, ou tem palavra, algo assim. Acha que já conhece tal) e este descumpre o que prometeu, faz algo extremamente irresponsável ou lamentável que contradiz tudo o que a mesma pregava/dizia ser anteriormente... A relação se torna extremamente frágil, doentia. Simplesmente porque, mesmo que a segunda pessoa seja tolerante e perdoe coisas, sua concepção que parecia inabalável sobre a primeira se perde, talvez, para sempre. E, se não se perder para sempre, no mínimo será um trabalho árduo reconstruir a confiança. A confiança plena é algo bastante raro, e uma vez que acontece, é forte demais. Mas uma vez quebrada, é o oposto. Mesmo que alguém que teve a confiança traída tente esquecer do fato... No fundo, existe aquela fragilidade que antes inexistia.
Por isso, ao menos que você seja uma pessoa que não tem laço social algum e não se importe com relações verdadeiras, pense bem antes de dizer/fazer qualquer coisa. Sensatez.
segunda-feira, maio 15, 2006
Sonhos

Sonhos (Yume-1990), de Akira Kurosawa, é um filme raro no sentido de que consegue unir beleza e criticidade aguda (e explícita) em uma só obra. Beleza pura, do tipo que costuma dar um pouco mais de sentido à vida (claro que muito da bela fotografia tem a ver com o "saber contemplar" típico do povo japonês). Criticidade explícita porque não entra em joguinhos chatos do cinema "cult". A crítica é simplesmente jogada com palavras simples, muitas vezes saída da boca dos personagens (gente de carne e osso) em diálogos interessantíssimos. Nada de tentar parecer complexo ou cair em subliminarismos. "Estupidez humana" é uma expressão que se repete com sucesso e baseada em bons argumentos.
O filme é dividido em oito "sonhos", com mensagens de cunho universal. Basicamente, Kurosawa defende o lado que os homens costumam pisar, ignorar. Os sonhos envolvem a degradação do planeta, as guerras, o egoísmo, as ilusões materiais. Não, esses temas não são clichês neste filme. Gostei de todos os segmentos, mas destacaria alguns.
O primeiro, "A Raposa", é marcante e misterioso. Bastante teatral, dá ao espectador desde o começo a impressão de que o filme será memorável.
O segundo sonho é lindíssimo, chamado "O Jardim dos Pessegueiros" e impressionou-me de forma arrebatadora. Segue a linha do primeiro no que diz respeito à forma teatral de como tudo é encenado. Contém uma mensagem espetacular, mostrada de forma diferente, musical e com um figurino fantástico.
O sonho que envolve pinturas de Van Gogh é incrivelmente criativo, lembra cenas do filme Frida, no qual as pinturas se tornam reais, concretas. Encantador.
"O Demônio Chorão" é sensacional, um golpe na grande maioria das pessoas, que o tempo inteiro procuram algo que não existe e esquecem o que está ao seu redor. Este sonho mostra de forma "pesada" o que os homens estão plantando... E o que provavelmente colherão mais tarde. Um ogro que um dia foi humano se mostra arrependido, mas é tarde demais: a Terra está morrendo. A ganância cresce junto com os sonhos.
E o último, "Povoado dos Moinhos", muitíssimo sábio. Mas não basta ser inteligente para entender, é preciso bastante sensibilidade. Este é o meu preferido e me fez chorar. De felicidade. Mal acreditei quando vi. Não preciso mais pensar tanto em ser cineasta, pois Kurosawa passou de forma inacreditável a mensagem que sempre pensei em passar. Simples e direto.
"-As pessoas se acostumam com a conveniência. Acham a conveniência melhor. Jogam fora o que é realmente bom."
"-E a iluminação?
-Temos vela e óleo de linhaça.
-Mas a noite é tão escura!
-Sim, a noite tem de ser assim. Por que a noite deveria ser clara como o dia? Eu não gostaria de não conseguir ver as estrelas à noite."
"-Hoje em dia as pessoas esquecem que elas são só uma parte da natureza. Destróem a natureza, da qual nossa vida depende. Acham que sempre podem criar algo melhor. Sobretudo os estudiosos. Eles podem ser inteligentes, mas a maioria não entende o coração da natureza.
Eles só criam coisas que acabam deixando as pessoas infelizes. Mesmo assim, orgulham-se de suas invenções. E o que é pior, a maioria das pessoas também. Elas as vêem como milagres. Idolatram-nas."
domingo, maio 14, 2006
Você pode ir na janela
Eu mereço um protesto. Talvez ninguém entenda. Tanto faz.
GRAM
Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim
Mas se vai...
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo
Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
GRAM
Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim
Mas se vai...
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo
Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
quarta-feira, maio 10, 2006
Renato Russo & Eu
De repente, fiquei fraca novamente. Pensei ser forte, e talvez eu seja. Talvez, e com isso nada pretendo, seja eu a pessoa mais forte que conheço. Já passei por situações emocionais tão frustrantes que vocês nem imaginam. Isso em romances e em amizades também. Sobrevivi.
Não sei se é porque nunca fico só na superfície. Odeio relacionamentos superficiais. Sempre me exponho demais e dou detalhes da minha vida para quem quer entrar na mesma, pois para mim isso é indispensável. Gostar das pessoas no começo é tão fácil. Gostar conhecendo só a face primária é tão, mas tão fácil, que chega a ser banal. Por isso só considero alguém um amigo quando já me conhece o bastante, quando já sabe de meus pontos fracos e fortes.
Talvez eu idealize o mundo. E eu que pensei que não idealizasse mais nada ou ninguém. Eu não deveria...
Pelo menos no universo não existem só seres "humanos". Existem flores... E existem algumas coisas que as pessoas criam em momentos particulares, quase divinos. Momentos em que elas não são sequer elas mesmas. São belas e sinceras uma vez na vida. Daí surgem as artes, quem sabe. Surge a música. Surge um ato solidário, não sei. As coisas que eu considero boas surgem daí.
Já estou me sentindo melhor só pelo fato de estar aqui, escrevendo. Ainda bem que estou me conhecendo melhor. Ficar sozinha me fez bem. Como minha professora de filosofia falou (quantas vezes já citei ela por aqui?) quando começamos a nos conhecer queremos ficar cada vez mais sozinhos com nós mesmos. Adoro estar com outras pessoas. Mas pessoas que valham a pena... É tão cansativo estar com qualquer pessoa (no sentido de afinidade).
Bom, conheço pessoas maravilhosas. E elas nem sabe disso. Pessoas tão incríveis que chego a agradecer por tê-las conhecido ou ter algum laço com tais. Não sei porque estou falando tanto de pessoas neste post. Talvez porque elas sejam mesmo uma parte importante do todo e às vezes sinto falta de muitas delas. Da presença delas. Hoje senti muito a falta de uma amiga, a Ju. Ela mora no Rio de Janeiro e perdemos o contato... Não sei como achá-la! Um absurdo, uma das melhores amigas que já tive... É de chorar até. Mas vou achá-la.
Estou num momento de conhecimento interno, como tenho dito freqüentemente por aqui, e nessa trajetória, como também já comentei, me descobri uma pessoa forte e com uma visão realmente positiva. Descartei coisas que não quero para mim e estou tentando definir, cada vez com mais precisão, o que realmente quero, o que realmente importa. Quero fazer isso desde cedo, não quero esperar envelhecer para fazer perceber algo importante assim. Não quero caos, disso tenho certeza.
Mudando de assunto, tenho novidades. Resolvi fazer fisioterapia. Desisti do jornalismo. Eu sei que mudei da água para o vinho, mas às vezes é preciso radicalizar. Posso escrever por fora, e a área de saúde é muito bonita e me parece muito mais útil ajudar pessoas assim, diretamente, com contato físico e humano. Continuarei escrevendo meus contos, meu romance, enfim. Tentarei publicá-los, etc. E claro, continuarei cursando Música em primeiro lugar.
Estou triste mas isso vai passar rapidinho, tenho certeza. Para quem gosta de mim, fique sabendo que eu gosto de você triplicadamente. Mesmo que eu cale e nunca expresse isso, nunca fale... realmente amo meus amigos. Até porque são escolhidos a dedo.
Agora fiquem com uma das letras mais inteligentes já escritas por um brasileiro. O gênio (e eu não vejo genialidade em intelectualidade e sim em ESPIRITUALIDADE, HUMANITARISMO), Renato Russo.
Há Tempos
Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá
Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são
A glória da virtude que perdemos.
Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso.
Os sonhos vêm e os sonhos vão
O resto é imperfeito.
Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.
E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens que adoecem
E há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção.
Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem-
Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa.
Não sei se é porque nunca fico só na superfície. Odeio relacionamentos superficiais. Sempre me exponho demais e dou detalhes da minha vida para quem quer entrar na mesma, pois para mim isso é indispensável. Gostar das pessoas no começo é tão fácil. Gostar conhecendo só a face primária é tão, mas tão fácil, que chega a ser banal. Por isso só considero alguém um amigo quando já me conhece o bastante, quando já sabe de meus pontos fracos e fortes.
Talvez eu idealize o mundo. E eu que pensei que não idealizasse mais nada ou ninguém. Eu não deveria...
Pelo menos no universo não existem só seres "humanos". Existem flores... E existem algumas coisas que as pessoas criam em momentos particulares, quase divinos. Momentos em que elas não são sequer elas mesmas. São belas e sinceras uma vez na vida. Daí surgem as artes, quem sabe. Surge a música. Surge um ato solidário, não sei. As coisas que eu considero boas surgem daí.
Já estou me sentindo melhor só pelo fato de estar aqui, escrevendo. Ainda bem que estou me conhecendo melhor. Ficar sozinha me fez bem. Como minha professora de filosofia falou (quantas vezes já citei ela por aqui?) quando começamos a nos conhecer queremos ficar cada vez mais sozinhos com nós mesmos. Adoro estar com outras pessoas. Mas pessoas que valham a pena... É tão cansativo estar com qualquer pessoa (no sentido de afinidade).
Bom, conheço pessoas maravilhosas. E elas nem sabe disso. Pessoas tão incríveis que chego a agradecer por tê-las conhecido ou ter algum laço com tais. Não sei porque estou falando tanto de pessoas neste post. Talvez porque elas sejam mesmo uma parte importante do todo e às vezes sinto falta de muitas delas. Da presença delas. Hoje senti muito a falta de uma amiga, a Ju. Ela mora no Rio de Janeiro e perdemos o contato... Não sei como achá-la! Um absurdo, uma das melhores amigas que já tive... É de chorar até. Mas vou achá-la.
Estou num momento de conhecimento interno, como tenho dito freqüentemente por aqui, e nessa trajetória, como também já comentei, me descobri uma pessoa forte e com uma visão realmente positiva. Descartei coisas que não quero para mim e estou tentando definir, cada vez com mais precisão, o que realmente quero, o que realmente importa. Quero fazer isso desde cedo, não quero esperar envelhecer para fazer perceber algo importante assim. Não quero caos, disso tenho certeza.
Mudando de assunto, tenho novidades. Resolvi fazer fisioterapia. Desisti do jornalismo. Eu sei que mudei da água para o vinho, mas às vezes é preciso radicalizar. Posso escrever por fora, e a área de saúde é muito bonita e me parece muito mais útil ajudar pessoas assim, diretamente, com contato físico e humano. Continuarei escrevendo meus contos, meu romance, enfim. Tentarei publicá-los, etc. E claro, continuarei cursando Música em primeiro lugar.
Estou triste mas isso vai passar rapidinho, tenho certeza. Para quem gosta de mim, fique sabendo que eu gosto de você triplicadamente. Mesmo que eu cale e nunca expresse isso, nunca fale... realmente amo meus amigos. Até porque são escolhidos a dedo.
Agora fiquem com uma das letras mais inteligentes já escritas por um brasileiro. O gênio (e eu não vejo genialidade em intelectualidade e sim em ESPIRITUALIDADE, HUMANITARISMO), Renato Russo.
Há Tempos
Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá
Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são
A glória da virtude que perdemos.
Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso.
Os sonhos vêm e os sonhos vão
O resto é imperfeito.
Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.
E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens que adoecem
E há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção.
Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem-
Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa.
terça-feira, maio 09, 2006
Boa Música
TristezaBanda norte-americana de música instrumental e eletrônica apenas, ou seja, sem vocais. Muito tocante, criativa e com boa dosagem de alegria X melancolia. Não vejo na banda grandes pretensões comerciais. Ao escutar Tristeza sinto que ali a música é a razão de ser. Há amor pela boa música por parte dos que harmonizam os sons da banda. Recomendo!
Frou FrouComo o nome da banda, as músicas do Frou Frou são bem "meigas", com letras boas e batidas interessantes. A voz de Imogen Heap é diferente de tudo, é sensual e faz das músicas POP algo agradável, diferente dos chicletes que costumam sair da indústria chamada de Pop Music.

Brazilian Girls
Isso sim é inovação. Não seria difícil algo diferente nascer de uma banda multinacional. A vocalista é uma italiana que cresceu na Alemanha, o baixista e o baterista são norte-americanos e o tecladista é argentino. Surge então uma mistura muito bem feita de jazz, samba, reggae, bossa e alguns elementos eletrônicos (que na verdade poderia chamar de um novo estilo, e nenhum desses), com letras cantadas em diversos idiomas. Um luxo.
sábado, maio 06, 2006
Volta do paraíso
Fomos os primeiros que o micro-ônibus pegou... às 4 da manhã! Podem notar pela cara de sono.
Parada pro café!
Quando cheguei me atirei na cama, cansada.
Cris saliente foi logo pegando meu violão...
De noite uma sinuca básica. Na boa, mas eu jogo muito bem =D

No dia seguinte, prontos para atravessar o rio.
A balsa que leva o carro até o outro lado do rio, para seguirmos o caminho de Barreirinhas até o Parque dos Lençóis...
No carro... (nossos rostos estão tão brilhantes assim por causa do protetor que tínhamos acabado de passar)


Primeira vista do Parque! Primeira lagoa à vista! ''Ohhhhhhhh que lindoooooo''
Curiosidade: A extensão dos Lençóis Maranhenses supera o tamanho da cidade de São Paulo. É um deserto imenso, só que com uma diferença: cheio de oásis. Cheio de lagoas de variados tamanhos, formas e cores. Lindo demais, principalmente ao vivo. Viu Fefê? hehehe

Tiramos várias fotos... E não pudemos ir muito longe porque podemos nos perder (os turistas se fixam em apenas uma lagoa - A lagoa Azul. Quem quiser pode andar por outras lagoas (de preferência com o guia) mas não dá pra ir muito longe, subir cada duna cansa demais...


Nossas pegadas!
Lucas, eu e Cris.
Lucas no meio da lagoa!

Muito boa essa água ;)
Parada pro café!
Quando cheguei me atirei na cama, cansada.
Cris saliente foi logo pegando meu violão...
De noite uma sinuca básica. Na boa, mas eu jogo muito bem =D 
No dia seguinte, prontos para atravessar o rio.
A balsa que leva o carro até o outro lado do rio, para seguirmos o caminho de Barreirinhas até o Parque dos Lençóis...
No carro... (nossos rostos estão tão brilhantes assim por causa do protetor que tínhamos acabado de passar)

Primeira vista do Parque! Primeira lagoa à vista! ''Ohhhhhhhh que lindoooooo''
Curiosidade: A extensão dos Lençóis Maranhenses supera o tamanho da cidade de São Paulo. É um deserto imenso, só que com uma diferença: cheio de oásis. Cheio de lagoas de variados tamanhos, formas e cores. Lindo demais, principalmente ao vivo. Viu Fefê? hehehe

Tiramos várias fotos... E não pudemos ir muito longe porque podemos nos perder (os turistas se fixam em apenas uma lagoa - A lagoa Azul. Quem quiser pode andar por outras lagoas (de preferência com o guia) mas não dá pra ir muito longe, subir cada duna cansa demais...

Nossas pegadas!
Lucas, eu e Cris.
Lucas no meio da lagoa!
Muito boa essa água ;)
Voltei!
Linda essa foto!
Foto quase espontânea, haha. Nós esperando os outros turistas para voltar pra Barreirinhas (se perderam no deserto hahaha)
Cris dando uma de motorista... Ô garota saliente essa, uhauhauha.
Agora o outro imitando... Ô meu Deus...


Na volta...
Jogando dominó.
Provavelmente estávamos cantando Walk On, do U2.
Cris indo acordar a gente... saliente!
Lucas brincando com a cadela.
Último dia. Vamos passear pela cidadezinha...
''Toda cidade de interior tem um sorvetão.'' Estávamos comentando isso quando... Vimos um sorvetão!
Essa foto me lembra o filme ''A Grande Sedução''. Excelente filme.
Fomos banhar de rio!
Lucas carregando a bóia (encima e embaixo)
Eu na bóia. hehehe, não dá pra ver.
Lucas & me.
Essas malas aí...
As crianças que moram perto do rio =D muito fofas elas...
O jardim do restaurante lá... Sete anões básicos.
(Essa foto tá fora da ordem... foi uma das últimas, na volta pra SL)
CRIANÇAS ASSASSINAS!Tragédia em 3 atos. Acima vocês ainda podem me observar, no centro da bóia.
Agora só a testa... ''Socorro, uma de cada vez!''
Fim: Assassinas frias e cruéis. Onde estará Valéria?
Salto mortal das crianças assassinas.
Eu na rede... não queria ir embora... nostalgia antecipada...
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