Como prometido, e mesmo que ninguém quisesse eu gostaria de listar para mim mesma, aqui estão as listas dos melhores filmes que vi em 2006 e dos livros que li no mesmo ano. É importante lembrar que não são filmes e livros necessariamente lançados no ano passado, mas sim os que eu vi/li pela primeira vez durante tal período.
Primeiramente os filmes. É com muita satisfação que percebo quantos filmes bons e construtivos (outros totalmente destrutivos) eu vi neste ano que passou. Pude apreciar, contemplar, deleitar-me, refletir, criticar.
Descobri novos diretores e cineastas. Eu comecei a me interessar por filmes mais alternativos há pouco mais de três anos, e levando-se em conta que moro numa cidade que pouco valoriza a sétima arte, acho que consegui bastante coisa. Em 2006 nem o Festival de Cinema de São Luís aconteceu. Devido ao fechamento temporário do cinema em que o festival normalmente ocorre, não pude curtir a mostra em que eu já estava viciada. Mas tudo bem. Ainda existe a Backbeat (locadora muito boa) que nos dá um pouco do melhor do cinema de arte mundial.
Dos diretores que descobri (claro que já ouvira falar antes em alguns deles, mas quando digo que descobri refiro-me ao fato de me aprofundar na obra dos mesmos) os que mais gostei foram Charles Chaplin, Mike Leigh, Akira Kurosawa, Darren Aronofsky e Abbas Kiarostami. Eu simplesmente tenho que reverenciar estes grandes cineastas. Chaplin e Kurosawa principalmente, são geniais, em minha opinião.
Também vi filmes de outros diretores que não conhecia, como Bergman, mas preciso ver mais da obra deles para poder formar uma opinião sobre.
Descobri também que definitivamente não gosto do estilo de Almodóvodar, apesar de ter adorado "Volver". São filmes interessantes, mas que talvez por serem pessoais demais e com temas que muitas vezes não passam de fantasias e fetiches, não me agradam. Não estou dizendo que são todos ruins, mas em geral simplesmente não são do meu gosto.
Também não gosto muito de Woody Allen, mas ele é bom. Contraditório? Não sei. Digamos que não me identifico com seus filmes, mas preciso admitir que ele tem passagens muito boas e filmes excelentes como "Ponto Final" e "Rosa Púrpura do Cairo". Contudo, não o admiro.
Aqui está a lista dos que mais gostei, dentre os vistos no ano de 2006. Vi mais de 100 filmes e fiz um Top 30. Levo em conta a história, o roteiro, as atuações, a fotografia (um dos itens que mais observo) e a direção. Além de que sempre me questiono: Este filme foi produtivo, de alguma forma? Obviamente, quando um filme consegue unir o útil ao agradável, como entreter e induzir à reflexão, então isto é a perfeição. Para mim.
O Mundo de Leland
Respiro
Anti-Herói Americano
Gattaca
O Segredo de Brokeback mountain
Gritos e Sussurros
Ponto Final
Agora ou Nunca
Abril Despedaçado
A Grande Sedução
O Cachorro
Sonhos
O Vento nos Levará
O Solitário Jim
Tempos Modernos
Os Sem-Floresta
Gosto de Cereja
Segredos e Mentiras
Madadayo
Barry Lyndon
Koyaanisqatsi
Rapsódia em Agosto
O Grande Ditador
Luzes da Cidade
Manderlay
Camelos Também Choram
Sophie Scholl
Casamento ou Luxo
Pequena Miss Sunshine
Fonte da Vida
O Genial Chaplin em Luzes da Cidade:

Um filme muito original, Respiro:
Atuação impecável de Julia Jentsch em Sophie Scholl:
Um mundo em caos. Koyaanisqatsi:
Uma das fotografias mais bonitas que vi, Barry Lyndon do perfeccionista Kubrick:
Madadayo, do mestre Kurosawa:
Sobre os livros, não sei se lamento ou não a quantidade diminuta que li em 2006. Pois livros mexem demais com minha cabeça. Eu já não sou muito certa, sou? Não sei, queria ser. Escritores falam muitas bobagens às vezes e influenciam negativamente as pessoas. Isto é fato. Outros, positivamente. Fato. Mesmo que doa dizer isso, pois eu quero ser escritora, eles falam muita bobagem e isto é verdade, não posso fazer nada. Assim como estou falando bobagem aqui.
Abaixo não é uma lista dos melhores, mas sim de todos que li ano passado. Pouquíssimos. Em 2005 li bem mais. Mas a faculdade de fisioterapia muitas vezes me deixava fora de casa o dia inteiro, só ficava em casa para comer, tomar banho e dormir.
Destes poucos, os melhores foram Flush (pela diversão, pela leveza), Incidente em Antares (pela maravilhosa reflexão crítica a que induz) e A Revolução dos Bichos (um livro objetivo, sarcástico, de linguagem simples, porém prazeroso e inteligente. Diria que é perfeito).
Passeio ao Farol é uma obra-prima de Virginia. Impressiona-me como ela sabe usar as palavras e como ela é inteligente, como sabe ser criativa e única. Mas neste livro ela extrapola. É radical demais, exige um ritmo absurdo do leitor, é difícil, chato, complexo, paranóico. De paranóica já basta eu. Por isso eu
não o incluo entre os melhores do ano.
Flush - Virginia Woolf
Incidente em Antares - Erico Veríssimo
Frei Luís de Sousa (teatro) - Almeida Garret
O Código Da Vinci -Dan Brown
A Revolução dos Bichos - George Orwell
A Hora da Estrela - Clarice Lispector
Passeio ao Farol - Virginia Woolf