quinta-feira, setembro 28, 2006

Filmes Delicados


Acabo de assistir ao lindíssimo filme (um semi-documentário) "Camelos também choram" - The History Of The Weeping Camel.

O que posso dizer? Não quero fazer uma crítica técnica, não existe isso para filmes sensíveis. Mas ainda assim a parte técnica do filme é impecável.

É tudo mostrado de forma tão humana e sensível... tão verdadeira. O milagre da música sobre os animais é algo que impressiona.

Como sempre, li críticas ácidas e amargas na internet, provavelmente de gente ácida e amarga, que não entende de sentimentos e elos entre a natureza e o homem.É um filme que merece ser visto. Por gente sensível, claro.


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Tenho visto muitos filmes ultimamente. Entre eles, eu destacaria Manderlay (maravilhoso, entrou para minha lista de preferidos, intrinsecamente); Crianças Invisíveis (outro filme que merece ser visto por gente sensível) e Donnie Darko.

Donnie Darko tem elementos surreais interessantes, um conflito psicológico meio exagerado misturado com visões sensitivas e um personagem principal que beira o insuportável, que chama a mãe de cadela e que se acha o dono da verdade. Mas há algo de realista aí, a amargura e revolta dos jovens, tão retratada em filmes hoje em dia. Eu diria que é um "Efeito Borboleta" com atores um pouco melhores.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Serenidade

Eu gostei muito deste texto. NÃO é um texto de auto-ajuda, apesar de parecer em alguns pontos. Eu não gosto muito de livros de auto-ajuda, apesar de que alguns contêm coisas que obviamente melhorariam a vida das pessoas... mas o problema é que não é um livro que vai fazer a pessoa mudar de atitude. É praticamente inútil, se a pessoa não quiser realmente mudar para melhor.
Este texto falou da serenidade, apenas. Não disse para ninguém se forçar a ser assim. E eu concordei com as palavras. (OBS: Odeio uma frase do texto, mas ela não tira a proeza do mesmo. A frase da qual não gosto é esta: "Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia." Para mim, soou falso).

Todo homem sábio é sereno.A serenidade é conquista que se consegue com esforço pessoal e passo a passo.Pequenos desafios que são superados...Irritação que se faz controlada...Desafios emocionais corrigidos...Vontade bem direcionada...Ambição freada...Essas são experiências para a aquisição da serenidade.
Um Espírito sereno, já se encontrou consigo próprio, sabendo o que, exatamente, deseja da vida.
A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de forma agradável para os circunstantes. Inspira confiança, acalma e propõe afeição.
O homem sereno já venceu grande parte da luta.
Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio.Mantém-te sereno em todas as realizações.
A tua paz é moeda arduamente conquistada, que não deves atirar fora por motivos irrelevantes.
Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se perdem e sempre seguem com a pessoa. Tua serenidade é tua gema preciosa.
Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança, o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença, mantém-te sereno. O enganador é quem deve estar inquieto e não a sua vítima. Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia. No teu círculo familiar ou social sempre defrontarás com pessoas perturbadoras, confusas e agressivas. Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam.Constituem teste à tua paciência e serenidade.
Assim exercita-te com essas situações para, mais seguro , enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo. Sempre porém, com SERENIDADE...
(Ângelis/Divaldo P. Franco)

quinta-feira, setembro 21, 2006

Veja a minha alma

Escrevi esse poema abaixo pensando nos interesses pessoais. Estou cansada de segundas intenções disfarçadas de gentileza e o interesse pessoal sendo colocado acima da humanidade de cada um. Por isso escrevi.






Veja a minha alma

Não desejes que uma tragédia
Aconteça em minha vida:
Mesmo que haja a volta dela,
A tristeza sempre tem sua ida

Não desejes, tu
Que eu morra de desejos
Para mim não há glamour
E de ti não quero beijos

Não desejes que eu
Mate-me por conveniências
Isso eu nunca farei!
Só por mim tenho obediência

Não desejes carência
Carência alguma, por minha parte:
Por mais robusta que esta fosse,
Eu só quero tua amizade

Não desejes que eu nade
Em mar de falsos peixes:
Não por eles te amaria
E sou capaz de amar até estes.

Não desejes em mim
Uma personalidade passional:
Não subestime o sentir
Este pode ser intelectual

Não desejes que eu
Necessite da tua presença
Muito menos tu da minha
Vício é a dependência!

Não desejes a mim bom-dia
Quando no fundo só queres
Uma boa companhia...

Não desejes, tu, o meu sorriso
Se este só servir
Como teu próprio abrigo

Não tentes me impressionar
Sê tu mesmo!
Larga esse instinto animalesco

Ama-me, sim; Deseja-me o bem
Como desejarias a qualquer outro
E assim tu vais além...


Valéria.

domingo, setembro 17, 2006

Eutanásia

Definir vida é sempre muito difícil. Cada um escolhe suas prioridades e esse conjunto define-se como vida. Mas isso muito mais tem a ver com as ambições do homem e também com o orgulho. Eu apóio a eutanásia. Apenas a voluntária, vejam por quê:

Pesquisei e pude constatar que existem três tipos de eutanásia quanto ao consentimento do paciente:
-Eutanásia voluntária: quando a morte é provocada atendendo a uma vontade do paciente.
-Eutanásia involuntária: quando a morte é provocada contra a vontade do paciente.
-Eutanásia não voluntária: quando a morte é provocada sem que o paciente tivesse manifestado sua posição em relação a ela.

Hoje vi uma reportagem no "Fantástico" sobre um assunto polêmico. Novas pesquisas científicas indicam que, possivelmente, pacientes considerados em estado vegetativo, coma e outros podem estar conscientes. Algo nunca antes considerado. O paciente recebe estímulos verbais do tipo "Imagine que está jogando tênis" e uma área do cérebro é ativada. "Imagine que está conversando com sua mãe" e outra área é ativada. Como se fosse uma resposta ao estímulo, bastante coerente por sinal. Os mesmos estímulos foram aplicados em pessoas com a saúde normal e os resultados foram exatamente os mesmos.
Alguns médicos ainda resistem a essas novas descobertas, mas os estudos são científicos e estão perto de uma reviravolta no mundo da medicina.

Sempre pensei dessa maneira (que alguém em estado "vegetativo tivesse sim, alguma vida). Por alguma razão, nunca achei que uma pessoa com o coração batendo e com oxigênio no cérebro pudesse estar praticamente morta. De jeito nenhum.
Mas, sobre uma pessoa em estado vegetativo, alguém poderia me perguntar: "Que tipo de vida é essa?". Na minha opinião, vida é algo subjetivo. Você já morreu para comparar a morte com qualquer tipo de vida? E o que é pior? Isso depende de cada um. Por isso sou a favor apenas da vontade do paciente. Se antes do ocorrido, tal vontade for deixada como documento legal.

Talvez ter o mínimo de consciência seja melhor do que nada. Talvez apenas respirar seja melhor que nada. Acho que muita gente pensa da seguinte maneira: "Imagina, todos com pena de mim... melhor morrer!". Por isso disse no início do post: questões como o orgulho pessoal estão envolvidas.
Não sei o que eu escolheria mas, definitivamente, não gostaria que me matassem sem o meu consentimento.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Um poema

" Ser " - Carlos Drummond de Andrade

O filho que eu não fiz

hoje seria homem

Ele corre na brisa

sem carne sem nome.

Às vezes o encontro

num encontro de nuvem

Apóia em meu ombro

seu ombro nenhum.

Interrogo meu filho

objeto de ar:

em que gruta ou conchaquedas abstrato?

Lá onde eu jazia

responde-me o hálito:

não me percebeste

porém chamava-te

como ainda te chamo(além, além do amor)

onde nada, tudo aspira a criar-se.

o filho que eu não fiz

faz-se por si mesmo."

domingo, setembro 10, 2006

Sixpence None The Richer


Eu definiria a banda Sixpence None the Richer como o extremo contrário da dor. Apesar de a música ser geralmente melancólica, num ritmo lento, com arranjos que lembram a tristeza, é impossível sentir-se exatamente triste ao escutá-los. É contraditório, eu sei. Mas Sixpence marca. Marca de forma delicada, suave, porém penetra na sua alma bem fundo. É uma sensação, de prazer, inexplicável.
Vou tentar explicar melhor: talvez a música lembre dor e seja originada desta, mas de uma forma tão pura e sensível, sincera, que para as canções são transmitidas apenas coisas positivas, pacíficas.
A beleza dos sentimentos de Matt Scolum é indiscutível. Entendem? Assim sendo, mesmo com uma obra completamente cheia de lágrimas por parte do autor, Sixpence é sempre, sempre uma sensação agradável. Prazerosa. Poderosa. Faz quem ouve feliz. A voz de Leigh Nash acalma. Faz quem ouve feliz. A beleza da música em si, como um todo, compensa qualquer melancolia ali contida.
Para quem está sofrendo por amor, o negócio complica um pouco, porque aí então os sentimentos de Matt podem confundir-se com os do ouvinte. Não sei se indicaria para este caso, é subjetivo. Talvez escutar a banda traria uma sobrecarga muito forte, insuportável para quem já está de coração partido. Mas se você não deixar a música em si misturar-se com sua história pessoal, os None The Richer vão fazer você mergulhar num mar de emoções positivas. Pois, como eu disse, Sixpence não traz dor, apesar da melodia tristonha... traz conforto, uma emoção bastante bela, peculiar. Feliz. E ainda, é como uma expulsão de sentimentos ruins acumulados, é uma expressão através de outrem, é aquela poesia que fala por você e faz a saudade ou qualquer coisa insuportável pular pela garganta e ser substituída pela extrema excitação. Pois uma arte tão perfeita só pode me dar isso: alegria de viver.


Tension is a passing note - Sixpence None The Richer

Eu mato quando te esqueço à distância?
Bêbado demais no veneno das estradas sem fim
E as incontáveis barras fumegantes

Mas a tensão deve ser amada
Quando é como uma nota momentânea
Para uma linda, linda melodia
Eu nos mataria, obstruindo minhas veias?

Lançando dentro, uma heroína especial
Para a busca e deslocamento?

sábado, setembro 09, 2006

Cecília Meireles

"É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos, severos conosco,
pois o resto não nos pertence."

(Cecília Meireles)



Digam-me, não era Cecília um ser extremamente pensante e sensível? Uma filósofa incrível. Na minha opinião ela era tanto filósofa quanto poetisa.
Concordo plenamente quanto a idéia de recompensa e glória. Paremos de pensar em fazer coisas só para ver inflar o ego. Ou pensando no retorno. Sintam-se bem consigo mesmos e esqueçam essas falsas idéias de felicidade. Amemos (em todos os sentidos) quem realmente amamos, deixem-se desfolhar, como diria Cecília. A felicidade não está no retorno apenas, está principalmente em dar. Dar, doar, compartilhar. O retorno é ótimo, mas não devemos fazer as coisas apenas pensando nesse sentido.

"É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre"
Outra frase incrível. É preciso ter sensatez para amar o velho tanto quanto o novo, e não desvalorizar um em prol do outro.

E vejam como ela é crítica, dizendo que devemos esquecer um pouco o pulsar de nossas próprias veias. Esse poema tem uma conexão incrível como o meu texto, que postei dias trás, "Sobre o teu sentir". Quando eu digo: Sinta o pulsar da veia alheia e o sal da lágrima de José", quero dizer o mesmo que a Meireles quando ela diz: "O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso. "

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sobre o teu sentir


Para ti, calma é tédio. Para mim, ela é vida. Para ti, paixão e amor são o mesmo. Em mim, eles discernem por completo.
Tu entras em ti como alguém com fome de tudo, como se aí dentro vivessem todas as outras coisas e como se nada externo fosse realmente orgânico. Uma folha e nada são a mesma coisa. Não tens sensibilidade para perceber a vida da folha. Os ramos, quase sanguíneos... Ela respira por nós.
És tão capaz. Por que canalizas atenção para as coisas sem real importância? O externo é tão ilusório quanto tua própria carne. Concreto, então. Substancial. Necessitas tempo e reflexão. A vida não é notada quando passas por ela tão rápido. E de nada adianta tanta sensibilidade e amor guardados apenas para irem à tua própria direção.
Falo isso sem saber ao certo o por quê. Eu queria, talvez, que percebesses a intensidade de cada coisa viva. E até do inanimado. O mundo não poderia desperdiçar tais possibilidades. Não, não poderia ser tão robotizado e limitado.
Gosto de harmonia e de paz, percebes? Mas a primeira não implica algo simplório. Dentro de um universo existem muito mais elementos que em uma tabela periódica. Pois nesta estão só os ingredientes primários! Há toda a consequência. E existem as não-consequências, que vai lá saber se é coincidência ou acaso. Há o capuccino e há a jangada na orla baiana.
É tudo diferenciado, porém com enorme potencial harmônico. Tudo pode se encaixar perfeitamente e eu queria que tu te encaixasses nisso, nesse folhetim-celular chamado Humanidade & CIA ou Todas as Coisas Sensíveis ou ainda, Vida. Ajuda-me a montar esse quebra-cabeça. Olha para fora, sente o pulsar da veia alheia e o sal da lágrima de José.



Valéria.

sábado, setembro 02, 2006

Xô, Sarney!

POR UM MARANHÃO E POR UM AMAPÁ LIVRES!





Mais uma adepta.

Antes dessa polêmica de repercussão mundial, eu já estava tentando publicar um texto-alerta sobre Sarney & Cia no site Duplipensar, mas até agora não obtive resposta. Para a minha felicidade fiquei sabendo da história da jornalista do Amapá e de sua irmã, que botaram a boca no trombone! Senti-me menos solitária nesta indignação para com José e Roseana Sarney, dois populistas ditadores com cara de santinhos e caráter carente de óleo de peroba.

Para quem não ficou sabendo da história, aqui está um artigo sobre, que saiu há uns 3 dias atrás no Jornal Pequeno do MA.

http://www.jornalpequeno.com.br/2006/8/31/Pagina41300.htm

Blog da jornalista Alcinéa Cavalcante:
http://alcineacavalcante.blogspot.com/ (esse é o novo, pois o antigo foi denunciado pelo ditador! Hail, Hitler!!)

Um blog de transição:
http://alcinea.blig.ig.com.br/ (Nesse vocês podem entender melhor o que se passou).

O blog original e o blog da irmã de Alcinéa, Alcilene, foram retirados do ar por mando do bigodudo.