domingo, setembro 10, 2006

Sixpence None The Richer


Eu definiria a banda Sixpence None the Richer como o extremo contrário da dor. Apesar de a música ser geralmente melancólica, num ritmo lento, com arranjos que lembram a tristeza, é impossível sentir-se exatamente triste ao escutá-los. É contraditório, eu sei. Mas Sixpence marca. Marca de forma delicada, suave, porém penetra na sua alma bem fundo. É uma sensação, de prazer, inexplicável.
Vou tentar explicar melhor: talvez a música lembre dor e seja originada desta, mas de uma forma tão pura e sensível, sincera, que para as canções são transmitidas apenas coisas positivas, pacíficas.
A beleza dos sentimentos de Matt Scolum é indiscutível. Entendem? Assim sendo, mesmo com uma obra completamente cheia de lágrimas por parte do autor, Sixpence é sempre, sempre uma sensação agradável. Prazerosa. Poderosa. Faz quem ouve feliz. A voz de Leigh Nash acalma. Faz quem ouve feliz. A beleza da música em si, como um todo, compensa qualquer melancolia ali contida.
Para quem está sofrendo por amor, o negócio complica um pouco, porque aí então os sentimentos de Matt podem confundir-se com os do ouvinte. Não sei se indicaria para este caso, é subjetivo. Talvez escutar a banda traria uma sobrecarga muito forte, insuportável para quem já está de coração partido. Mas se você não deixar a música em si misturar-se com sua história pessoal, os None The Richer vão fazer você mergulhar num mar de emoções positivas. Pois, como eu disse, Sixpence não traz dor, apesar da melodia tristonha... traz conforto, uma emoção bastante bela, peculiar. Feliz. E ainda, é como uma expulsão de sentimentos ruins acumulados, é uma expressão através de outrem, é aquela poesia que fala por você e faz a saudade ou qualquer coisa insuportável pular pela garganta e ser substituída pela extrema excitação. Pois uma arte tão perfeita só pode me dar isso: alegria de viver.


Tension is a passing note - Sixpence None The Richer

Eu mato quando te esqueço à distância?
Bêbado demais no veneno das estradas sem fim
E as incontáveis barras fumegantes

Mas a tensão deve ser amada
Quando é como uma nota momentânea
Para uma linda, linda melodia
Eu nos mataria, obstruindo minhas veias?

Lançando dentro, uma heroína especial
Para a busca e deslocamento?

Um comentário:

Anônimo disse...

Sixpence, uma banda de Nashville, que conquistou o meu coração também! Lembro da primeira vez que eu os escutei. Era um dia quente- uma sexta-feira- talvez. Um amigo me emprestou um álbum deles, e de primeira, gostei! O encarte, a arte contida nele, era incrível, amei! Parece me que tinha alguma relação com alguns personagens bíblicos (Adão e Eva), enfim, me conquistou de cara! Quando cheguei em casa, ao colocar o cd no meu player, me veio a grande surpresa: O que era isso? Que voz é essa? Que sonoridade! Eu, envolto em um momento de descobertas, de "novas sensações", me deixei levar pela primeira música "We have forgotten", nossa, meu coração dilacerado por uma "paixonite" passou dias e dias com aquela linda e tocante melodia. Existem outras canções desse álbum intitulado: SIXPENCE NONE THE RICHER, tipo: Kiss me -uma balada linda que para muitos soa clichê-, Anything, "Puedo Escribir"-belíssimo poema de Pablo Neruda transformado em música por eles-. E, outras, bem como: The lines of my earth(chorava feito uma criança quando escutava essa música), Sister, mother (linda), e muitas, muitas outras canções. É uma pena que a banda acabou, mas, será? Não será uma jogada de marketing? Não sei! Mas, agradeço por tudo que eles fizeram por nós, fãs. Pelos álbuns,por suas músicas, por tudo! As minhas tristezas tornaram-se alegrias quando eu os escutava. A sua música doce, alegre e pura me trazia coisas boas ao coração. Valeu, Val, pelas ótimas lembranças, pelo texto incrível!