Definir vida é sempre muito difícil. Cada um escolhe suas prioridades e esse conjunto define-se como vida. Mas isso muito mais tem a ver com as ambições do homem e também com o orgulho. Eu apóio a eutanásia. Apenas a voluntária, vejam por quê:
Pesquisei e pude constatar que existem três tipos de eutanásia quanto ao consentimento do paciente:
-Eutanásia voluntária: quando a morte é provocada atendendo a uma vontade do paciente.
-Eutanásia involuntária: quando a morte é provocada contra a vontade do paciente.
-Eutanásia não voluntária: quando a morte é provocada sem que o paciente tivesse manifestado sua posição em relação a ela.
Hoje vi uma reportagem no "Fantástico" sobre um assunto polêmico. Novas pesquisas científicas indicam que, possivelmente, pacientes considerados em estado vegetativo, coma e outros podem estar conscientes. Algo nunca antes considerado. O paciente recebe estímulos verbais do tipo "Imagine que está jogando tênis" e uma área do cérebro é ativada. "Imagine que está conversando com sua mãe" e outra área é ativada. Como se fosse uma resposta ao estímulo, bastante coerente por sinal. Os mesmos estímulos foram aplicados em pessoas com a saúde normal e os resultados foram exatamente os mesmos.
Alguns médicos ainda resistem a essas novas descobertas, mas os estudos são científicos e estão perto de uma reviravolta no mundo da medicina.
Sempre pensei dessa maneira (que alguém em estado "vegetativo tivesse sim, alguma vida). Por alguma razão, nunca achei que uma pessoa com o coração batendo e com oxigênio no cérebro pudesse estar praticamente morta. De jeito nenhum.
Mas, sobre uma pessoa em estado vegetativo, alguém poderia me perguntar: "Que tipo de vida é essa?". Na minha opinião, vida é algo subjetivo. Você já morreu para comparar a morte com qualquer tipo de vida? E o que é pior? Isso depende de cada um. Por isso sou a favor apenas da vontade do paciente. Se antes do ocorrido, tal vontade for deixada como documento legal.
Talvez ter o mínimo de consciência seja melhor do que nada. Talvez apenas respirar seja melhor que nada. Acho que muita gente pensa da seguinte maneira: "Imagina, todos com pena de mim... melhor morrer!". Por isso disse no início do post: questões como o orgulho pessoal estão envolvidas.
Não sei o que eu escolheria mas, definitivamente, não gostaria que me matassem sem o meu consentimento.
Um comentário:
esse é um assunto muito delicado. porém sou a favor do seu ponto de vista. muita gente confunde a eutanásia voluntária como uma forma de suicídio. eu não vejo dessa maneira, desde que se comprove que a situação do paciente é terminal, que não haja nenhuma possibilidade de recuperação. aí sim, eu acho que o paciente tem todo o direito de acabar com seu sofrimento, não apenas físico mas psicológico, já que há a conformidade de que a morte patológica é inevitável.
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